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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

PRECISAMOS...

..."aprender muito sobre nós mesmos. Aprender a amar e buscar a paz. Quem melhor poderia representar tudo isso. Senão as crianças com seus corações puros e ingênuos. Ensinando-nos a olhar a vida de outro modo. Mostrando-nos que falta pouco, para compreender este mundo complexo que vivemos. Ensinando-nos também, que mesmo um olhar, um sorriso um pequeno gesto, um piscar de olhos, uma pequena palavra, uma mostra de amor, podem conquistar muito mais do que pensávamos"

CONVITE PARA A REUNIÃO DO GRUPO DE ESTUDOS

sábado, 10 de setembro de 2011

Existe fórmula mágica para lidar com a criança abusada?

 
Cada caso é um caso e aflora de uma maneira, o importante na adolescência é falar sobre o que aconteceu. Se os pais não se sentem bem em tocar no tema sozinhos com a criança, buscar um profissional que intermedie a conversa. Há varias maneiras de tratar isso, mas não existe cura interna, o que existe é através da terapia amenizar as conseqüências que isso pode trazer para toda a vida. É terapia por toda a vida, pois cada experiência pode despertar sentimentos com relação ao trauma. E aos poucos a pessoa, adolescente e adulta vai aprendendo a lidar com essas emoções que parecem ter desaparecido, mas em verdade podem estar sempre dormindo. Abusos há de vários tipos e sempre tratá-los como tal, não generalizar e tratá-los todos da mesma maneira. Crianças muito pequenas que foram abusadas, geralmente são retraídas ou agressivas se tem certa consciência do ocorrido. Qdo esse vestígio de consciência não existe nesse momento, seguramente sairá à frente na adolescência através da conduta, ou ate mesmo pode chegar a lembrar o que aconteceu qdo era pequena, como uma espécie de imagem indefinida que busca a emoção do momento e pluft a coisa explode. O que fazer com a criança ou adolescente no dia a dia, depende muito de cada caso, e do tipo de abuso. Por exemplo. Existem crianças que foram abusadas sexualmente e não suportam ser tocadas, ou beijadas, ou algum tipo de carinho físico...esses casos são bem especiais pois a aproximação física deve ser muito devagar à medida que a terapia avançar, a confiança se estabelecer.


Por isso não existe uma receita para "como tratar uma criança no caso de abuso" pois cada caso é um caso. O que eu diria seria coisas muito gerais: buscar ajuda profissional, não evitar falar sobre o assunto, muito amor, muito carinho, e muita empatia, não ter medo de colocar limites por que a criança tem um trauma, pois isso é cultivar outro problema.
Criança ou adolescente abusado tem uma autoestima baixa, desconfia de todos, e tem uma visão de mundo ruim. É aí que se deve trabalhar, na autoestima e na visão de mundo. A família bem orientada consegue lidar com as situações, e consegue ajudar a criança ou adolescente a conviver e a se fortalecer para lidar com essas feridas que se fecham muito lentamente. Mas é como montar montanha russa, uma hora sobe outra hora desce, e a terapia e a família podem ajudar no processo interno que a pessoa passa para saber lidar com essas emoções. Tempo é o amigo intimo de cada pessoa e a família , mas pode se tornar inimigo se deixar ele passar sem tomar nenhuma atitude para ajudar ao abusado. Pois o que hoje são feridas com possibilidades de fechar-se, amanha podem tornar-se armas para ferir outras pessoas da mesma maneira ou até mesmo pior. Dentro desses dois extremos existe um presente que é determinante para êxito futuro em muitas áreas da vida. No dia a dia é basicamente fortalecer a autoestima da criança ou adolescente, ganhar sua confiança a ponto de poder afrontar o assunto de frente em algum momento. Qdo se pode falar abertamente sobre o que aconteceu, é sinal de que se busca fortalecer internamente ao extremo de maneira certa. O abuso se reflete de varias maneiras: agressividade, apatia, retraimento, ira... atitudes que refletem pouca personalidade, ou seja um adolescente que é convencido facilmente a qq coisa, um adulto complacente demais, inseguro demais, indeciso demais.

Quem tem medo de não saber lidar com a situação tem que investigar dentro de si mesmo por que esse medo, depois que chegar a conclusão bem clara do por que esse medo, então poderá ter uma idéia maior de suas limitações para lidar com certas situações. Às vezes queremos muito alguma coisa, mas essa coisa pode não ser pra nós. Me explico?! E isso não é vergonha pra ninguém. Cada pessoa é uma única, e seria muito chato o mundo se todas fossem iguais. Lembre de sua infância e de como seus cuidadores eram com você, e se vc se sente satisfeita com a segurança que eles te passaram, a educação que eles te deram, se sentiu amada e cuidada saberá como atuar com com qq criança e terá as ferramentas internas necessárias para ajudar a uma criança com traumas. Ter uma fortaleza interna é fundamental para lidar com crianças abusadas. Essa fortaleza vem das interpretações positivas de suas experiências de vida( ate do negativo saber tirar algo positivo), essas são as pessoas que conseguem lidar com crianças com traumas. Mas nem tudo se faz sozinho, e por isso hoje em dia já tem tantas áreas dedicadas à ajuda psicológica. Nem todo psicólogo é apropriado para lidar com certos"problemas" e por isso existe a vocação e as especializações. Fica sempre atenta a quem buscar, que títulos tem, que trajetória tem, que experiência tem. (blog Adoção Tardia)

POESIA: OS OLHOS DO NOSSO FILHO

Os olhos do nosso filho
São ainda de cor incerta
Não sei sequer se existem
Vão ser de Deus uma oferta

Existem na minha alma
Cravados no meu semblante
Os olhos do nosso filho
Que teve nascer errante

Foste esculpido a preceito
Nas entranhas de outro ser
Não vais sorver do meu peito
Este meu longo querer

E nestas voltas da vida
Cuidou-te Deus sem saber
Para que não herdes no sangue
Este meu estéril sofrer

Não vais nascer de mim
De outro ventre virás
Mas filho da minha alma
Tão amado serás!

E nesta triste incerteza
Me pergunto em desalento
Já nascente de alguém?
Ou é Deus que te traz?

Ala dos Reis

INDICAÇÃO DE LEITURA

  • Histórias de Adoção: as mães
  • Autoras: Ana Amélia Macedo e Solange Diuana
  • Editora: Navona
  • A revolução do afeto: dez passos para a felicidade
  • Autor: Sávio Bittencourt
  • Editora: Santuário
  • Manual do pai adotivo
  • Autor: Sávio Bittencourt.
  • Editora: Nota bene
  • 101 perguntas e respostas sobre Adoção
  • CeCIF(org).São Paulo: CeCI 200
  • E-mail: cecif@uol.com.br
  • Mitos e segredo sobre a origem da criança na família adotiva
  • Autora: Cynthia Ladvocat
  • Editora:Booklik Terra dos Homens. Rio Janeiro, 200
  • Retrato em preto e branco. Manual prático para pais solteiros
  • Autor: Ângelo Pereira
  • Editora: Sumus Editorial, 2002
  • Filhos adotivos pais adotados –Depoimentos e histórias de escolhas
  • Autora: Lídia Weber
  • Onde encontrar:editora@jurua.com.br
  • Eduque com carinho-equilibrio entre amor e limites
  • Autora: Lídia Weber
  • Editora:juruá, 2005
  • Onde encontrar:editora@jurua.com.br
  • Amor não tem cor
  • Autora: Giselda Laporta Nicolelois
  • Editora:FTD, 2002

ADOÇÃO TARDIA

" Porque um dia, ver uma criança sem família, ao relento, ou sob cuidados de uma isntituição, causará a indignação necessária, para mobilizar tudo e todos, em prol de lhe garantir o direito fundamental à convivência familiar"
(BLOG ADOÇÃO TARDIA)

domingo, 4 de setembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA ADOÇÃO

"Adotar é dar a uma criança ou adolescente a oportunidade de ter um lar, uma família de forma definitiva, com todos os vínculos próprios da filiação, a oportunidade de crescer, crescer para a vida, a adoção deve ser vista como a oportunidade de se ter um filho que se decidiu ter."

É um ato que se faz por vias legais, pelo qual se criam laços semelhantes à filiação biológica, ou seja, o filho adotivo tem todos os diretos e deveres que um filho biológico teria, a adoção não poderá ser alterada, é irrevogável, é um ato de amor e não um simples contrato, não é sentimentalismo, nem caridade, razão pela qual deverá ser o resultado de uma decisão muito bem pensada e madura.

A adoção envolve vocação, vontade de desenvolver a maternidade e a paternidade intuitiva, pelo real desejo de ter um filho, reflete o desejo de construir uma família, por decisão dialogada e refletida. O momento certo da adoção é aquele em que o casal sente que mais alguém deve compartilhar de suas vidas, quando tudo está bem, quando há muita paz interior, harmonia, quando o casal está afetiva e efetivamente unido.

É um erro adotar por mero capricho ou pelo desejo de afirmação social, erro maior ainda se for pagamento de promessa, por caridade, para resolver conflitos conjugais, a adoção não é uma fórmula mágica para tapar buracos.

Há pessoas que acham que a adoção pode substituir a criança que morreu, “ninguém substitui ninguém”, se houve uma perda de um filho, melhor será dar um tempo, deixar passar o luto e amadurecer a idéia, pois a criança que virá ocupar o lugar do filho que partiu, certamente não será a reprodução do anterior.

Muitas vezes os casais pretendentes à adoção, estão despreparados para conviver com uma criança, apesar de desejarem com toda a sinceridade, não sabem como deverão se comportar ou como será o novo ambiente familiar, a preparação é muito importante para que possam desempenhar com naturalidade o papel de pais, ajudando a criança a se desenvolver plenamente.

As pessoas interessadas em requerer a adoção devem fazer uma alta análise, para que conheçam seguramente a real motivação que as leva a esse compromisso, conscientizando-se da responsabilidade e complexidade desse grandioso ato, é extremamente doloroso o arrependimento dos pais e mais doloroso ainda para a criança, saber que novamente foi indesejada ou rejeitada, podendo ser devolvida para a instituição...

Muitos casais na expectativa e na ânsia de terem o tão sonhado filho, não percebem o seu despreparo psicossocial, necessitando de informações e orientações sobre o relacionamento entre pais e filhos, uma boa orientação tanto para pretendentes a adoção, como para pais adotivos, pode ser obtida através de psicólogos, assistentes sociais e grupos de estudos e apoio a adoção.

A criança deve entrar em um lar sem o compromisso de resolver os problemas dos adultos, não se deve por em suas costas tamanha responsabilidade, afinal ela é um ser frágil, em desenvolvimento, que precisa de proteção e afeto.

Um filho se adota por amor, os pais adotam e também são adotados por esse filho, para amá-lo não é preciso que ele saia de seu ventre, nem que seu esperma e seu óvulo tenham colaborado para que ele viesse ao mundo, ele não precisa ser gerado dentro das paredes de sua casa para ser amado, as raízes se formarão na alma humana, tornando-se um amor incondicional, após algum tempo você sentirá quão grande é esse amor...   

Maristela Lorenzoni – Mãe adotiva - Grupo de Estudos e Apoio à Adoção Semeando Amor - Campos Novos / SC

Adoção: uma medida excepcional e irrevogável

A adoção é uma medida excepcional (ou seja, incomum) e irrevogável (depois de realizada, não se pode voltar atrás), que atribui a condição de filho ao adotado, o qual passa a ter os mesmos direitos e deveres de um filho, inclusive os sucessórios (transmissão de patrimônio), e desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes biológicos, salvo os impedimentos matrimoniais (ECA, Art. 41).
 
Em nosso país, a adoção é atualmente regida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal n. 8.069/1990) e pela lei nacional de adoção (Lei Federal n. 12.010/2009).
 
A adoção vem sendo praticada desde a Antigüidade e várias foram as formas de entendê-la e de regulamentá-la ao longo da História. Até bem pouco tempo atrás, a adoção era vista como ato que interessava principalmente os adotantes, ou seja, visava suprir sua necessidade de ter um filho, especialmente para aqueles que não podiam gerá-lo. Pouco se cogitava, até então, se essa medida era a melhor também para a criança ou adolescente adotado.
 
Estatuto da Criança e do Adolescente
 
O Estatuto da Criança e do Adolescente, promulgado em 1990, inaugurou uma nova forma de pensar a adoção (chamamos de uma "nova cultura da adoção"). O ECA coloca a criança e adolescente como sujeitos de direitos, que estão em condições especiais de desenvolvimento e merecem prioridade absoluta de atenção do governo, da sociedade e da família.
 
Isso quer dizer que a adoção, hoje, deve ser orientada especialmente pelo interesse da criança e do adolescente, no sentido de garantir-lhes o direito de crescerem e serem educadas no seio de uma família. Mas é claro que não se trata agora de pensar apenas no interesse da criança, pois essa nova cultura concebe a adoção como um encontro de necessidades, desejos e satisfações mútuas entre adotantes e adotados (PNCFC, 2006).
 
E é justamente para proteger o melhor interesse das crianças e adolescentes que a adoção é considerada uma medida excepcional. Isto é, atualmente entende-se que antes de serem adotados, deve-se tentar todas as alternativas possíveis para que as crianças e adolescentes possam retornar ao seio de sua família de origem (ECA; PNCFC, 2006).
 
Assim, somente quando a Justiça e o Ministério Público se convencem de que não é mais viável seu retorno à família de origem é que se pode encaminhá-los para adoção, o que depende da perda do poder dos pais biológicos sobre as crianças (chamado de destituição do poder familiar ou pátrio poder). Esse processo pode parecer complicado e demorado demais para os interessados em adotar, mas visa justamente evitar que crianças e adolescentes sejam desligados de seus pais biológicos por motivos injustos, como, por exemplo, a simples carência de recursos materiais da família (ECA, Art. 23).
 
Por outro lado, quando a família de origem realmente não pode mais ficar com seus filhos, a integração em família substituta por meio da adoção é a melhor forma de devolver para eles a convivência familiar e comunitária tão importante ao seu desenvolvimento sadio.
 
É importante lembrar, acima de tudo, que toda criança e adolescente merece o aconchego de um lar em família, seja de origem ou substituta, ao invés de permanecer até a idade adulta em instituições de acolhimento (abrigos), como ainda muito acontece em nosso país.
 
Fonte: Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei Federal n. 8.069/1990, de 13 de julho de 1990.
Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária. Brasília: CONANDA, 2006.

FRASE DA SEMANA

"A adoção não é uma garantia de felicidade, nem um risco de infelicidade. Ela é uma das formas de abordar a criação de um grupo familiar, no seio do qual ocorrerão os mesmos problemas enfrentados por todos os pais e todos os filhos."                  (Hubert et Monique Calloud)

VIII ENCONTRO ESTADUAL DE GRUPOS DE APOIO À ADOÇÃO

 O evento ocorreu no Hotel Bourbon, em Joinville / SC e foi voltado para os grupos de estudo, Poder Judiciário, Ministério Público e demais participantes do sistema de garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

No primeiro dia, antes mesmo da abertura oficial, os participantes se reuniram e debateram sobre os temas: Grupos de Estudos e Apoio à Adoção: Avanços e Perspectivas, Plano Individual de Atendimento e Cadastros Estadual e Nacionais. 

À noite tivemos um jantar com a participação de autoridades e integrantes dos Grupos de Estudos. O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Trindade dos Santos, fez a abertura oficial onde foi destacado a importância de debater e melhorar o sistema de adoção no Estado.

Na quarta-feira (31), houve a apresentação dos Grupos de Estudos e Apoio à Adoção de Santa Catarina, seguido de conferência sobre “Destituição do Poder Familiar: Responsabilidades e Consequências”.

Ainda pela manhã, tivemos a mesa redonda coordenada pela juíza Joana Ribeiro Zimmer, da Vara da Infância e Juventude de Piçarras, com moderação da juíza Ana Paula Amaro da Silveira, da Vara da Infância e Juventude de Gaspar.

Também ouvimos o tema “Preparação para Adoção: Histórias que se cruzam”, coordenada pela juíza Nayana Scherer, da Vara da Infância e da Juventude de Araquari.

Após a apresentação das conclusões das oficinas realizadas, houve o encerramento, com a escolha do local e data de realização do próximo encontro. Será em Balneário Camboriú, no mês de novembro de 2012.

..."A adoção tem se constituído em tema de muitos debates nos últimos anos. Há uma movimentação positiva de setores da sociedade que visam estabelecer uma nova cultura, uma nova forma de "viver" o processo adotivo. É um momento extremamente significativo mesmo porque são muitos os componentes que envolvem o tema, tanto no sentido psicológico quanto no social e jurídico"...

A presidente do GEAAFA, Marli Osaida participou deste Encontro, juntamente com outros membros da diretoria, representando a cidade de São José/SC. 

"EU PRECISO SER A MUDANÇA QUE QUERO VER NESSE MUNDO" (GANDHI)

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