" Porque um dia, ver uma criança sem família, ao relento, ou sob cuidados de uma isntituição, causará a indignação necessária, para mobilizar tudo e todos, em prol de lhe garantir o direito fundamental à convivência familiar"GEAAFA NO FACEBOOK....
sábado, 10 de setembro de 2011
ADOÇÃO TARDIA
" Porque um dia, ver uma criança sem família, ao relento, ou sob cuidados de uma isntituição, causará a indignação necessária, para mobilizar tudo e todos, em prol de lhe garantir o direito fundamental à convivência familiar"(BLOG ADOÇÃO TARDIA)
domingo, 4 de setembro de 2011
A IMPORTÂNCIA DA ADOÇÃO
"Adotar é dar a uma criança ou adolescente a oportunidade de ter um lar, uma família de forma definitiva, com todos os vínculos próprios da filiação, a oportunidade de crescer, crescer para a vida, a adoção deve ser vista como a oportunidade de se ter um filho que se decidiu ter."
É um ato que se faz por vias legais, pelo qual se criam laços semelhantes à filiação biológica, ou seja, o filho adotivo tem todos os diretos e deveres que um filho biológico teria, a adoção não poderá ser alterada, é irrevogável, é um ato de amor e não um simples contrato, não é sentimentalismo, nem caridade, razão pela qual deverá ser o resultado de uma decisão muito bem pensada e madura.
A adoção envolve vocação, vontade de desenvolver a maternidade e a paternidade intuitiva, pelo real desejo de ter um filho, reflete o desejo de construir uma família, por decisão dialogada e refletida. O momento certo da adoção é aquele em que o casal sente que mais alguém deve compartilhar de suas vidas, quando tudo está bem, quando há muita paz interior, harmonia, quando o casal está afetiva e efetivamente unido.
É um erro adotar por mero capricho ou pelo desejo de afirmação social, erro maior ainda se for pagamento de promessa, por caridade, para resolver conflitos conjugais, a adoção não é uma fórmula mágica para tapar buracos.
Há pessoas que acham que a adoção pode substituir a criança que morreu, “ninguém substitui ninguém”, se houve uma perda de um filho, melhor será dar um tempo, deixar passar o luto e amadurecer a idéia, pois a criança que virá ocupar o lugar do filho que partiu, certamente não será a reprodução do anterior.
Muitas vezes os casais pretendentes à adoção, estão despreparados para conviver com uma criança, apesar de desejarem com toda a sinceridade, não sabem como deverão se comportar ou como será o novo ambiente familiar, a preparação é muito importante para que possam desempenhar com naturalidade o papel de pais, ajudando a criança a se desenvolver plenamente.
As pessoas interessadas em requerer a adoção devem fazer uma alta análise, para que conheçam seguramente a real motivação que as leva a esse compromisso, conscientizando-se da responsabilidade e complexidade desse grandioso ato, é extremamente doloroso o arrependimento dos pais e mais doloroso ainda para a criança, saber que novamente foi indesejada ou rejeitada, podendo ser devolvida para a instituição...
Muitos casais na expectativa e na ânsia de terem o tão sonhado filho, não percebem o seu despreparo psicossocial, necessitando de informações e orientações sobre o relacionamento entre pais e filhos, uma boa orientação tanto para pretendentes a adoção, como para pais adotivos, pode ser obtida através de psicólogos, assistentes sociais e grupos de estudos e apoio a adoção.
A criança deve entrar em um lar sem o compromisso de resolver os problemas dos adultos, não se deve por em suas costas tamanha responsabilidade, afinal ela é um ser frágil, em desenvolvimento, que precisa de proteção e afeto.
Um filho se adota por amor, os pais adotam e também são adotados por esse filho, para amá-lo não é preciso que ele saia de seu ventre, nem que seu esperma e seu óvulo tenham colaborado para que ele viesse ao mundo, ele não precisa ser gerado dentro das paredes de sua casa para ser amado, as raízes se formarão na alma humana, tornando-se um amor incondicional, após algum tempo você sentirá quão grande é esse amor...
Maristela Lorenzoni – Mãe adotiva - Grupo de Estudos e Apoio à Adoção Semeando Amor - Campos Novos / SC
Adoção: uma medida excepcional e irrevogável

A adoção é uma medida excepcional (ou seja, incomum) e irrevogável (depois de realizada, não se pode voltar atrás), que atribui a condição de filho ao adotado, o qual passa a ter os mesmos direitos e deveres de um filho, inclusive os sucessórios (transmissão de patrimônio), e desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes biológicos, salvo os impedimentos matrimoniais (ECA, Art. 41).
Em nosso país, a adoção é atualmente regida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal n. 8.069/1990) e pela lei nacional de adoção (Lei Federal n. 12.010/2009).
A adoção vem sendo praticada desde a Antigüidade e várias foram as formas de entendê-la e de regulamentá-la ao longo da História. Até bem pouco tempo atrás, a adoção era vista como ato que interessava principalmente os adotantes, ou seja, visava suprir sua necessidade de ter um filho, especialmente para aqueles que não podiam gerá-lo. Pouco se cogitava, até então, se essa medida era a melhor também para a criança ou adolescente adotado.
Estatuto da Criança e do Adolescente
O Estatuto da Criança e do Adolescente, promulgado em 1990, inaugurou uma nova forma de pensar a adoção (chamamos de uma "nova cultura da adoção"). O ECA coloca a criança e adolescente como sujeitos de direitos, que estão em condições especiais de desenvolvimento e merecem prioridade absoluta de atenção do governo, da sociedade e da família.
Isso quer dizer que a adoção, hoje, deve ser orientada especialmente pelo interesse da criança e do adolescente, no sentido de garantir-lhes o direito de crescerem e serem educadas no seio de uma família. Mas é claro que não se trata agora de pensar apenas no interesse da criança, pois essa nova cultura concebe a adoção como um encontro de necessidades, desejos e satisfações mútuas entre adotantes e adotados (PNCFC, 2006).
E é justamente para proteger o melhor interesse das crianças e adolescentes que a adoção é considerada uma medida excepcional. Isto é, atualmente entende-se que antes de serem adotados, deve-se tentar todas as alternativas possíveis para que as crianças e adolescentes possam retornar ao seio de sua família de origem (ECA; PNCFC, 2006).
Assim, somente quando a Justiça e o Ministério Público se convencem de que não é mais viável seu retorno à família de origem é que se pode encaminhá-los para adoção, o que depende da perda do poder dos pais biológicos sobre as crianças (chamado de destituição do poder familiar ou pátrio poder). Esse processo pode parecer complicado e demorado demais para os interessados em adotar, mas visa justamente evitar que crianças e adolescentes sejam desligados de seus pais biológicos por motivos injustos, como, por exemplo, a simples carência de recursos materiais da família (ECA, Art. 23).
Por outro lado, quando a família de origem realmente não pode mais ficar com seus filhos, a integração em família substituta por meio da adoção é a melhor forma de devolver para eles a convivência familiar e comunitária tão importante ao seu desenvolvimento sadio.
É importante lembrar, acima de tudo, que toda criança e adolescente merece o aconchego de um lar em família, seja de origem ou substituta, ao invés de permanecer até a idade adulta em instituições de acolhimento (abrigos), como ainda muito acontece em nosso país.
Fonte: Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei Federal n. 8.069/1990, de 13 de julho de 1990.
Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária. Brasília: CONANDA, 2006.
Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária. Brasília: CONANDA, 2006.
FRASE DA SEMANA
"A adoção não é uma garantia de felicidade, nem um risco de infelicidade. Ela é uma das formas de abordar a criação de um grupo familiar, no seio do qual ocorrerão os mesmos problemas enfrentados por todos os pais e todos os filhos." (Hubert et Monique Calloud)
VIII ENCONTRO ESTADUAL DE GRUPOS DE APOIO À ADOÇÃO

No primeiro dia, antes mesmo da abertura oficial, os participantes se reuniram e debateram sobre os temas: Grupos de Estudos e Apoio à Adoção: Avanços e Perspectivas, Plano Individual de Atendimento e Cadastros Estadual e Nacionais.
À noite tivemos um jantar com a participação de autoridades e integrantes dos Grupos de Estudos. O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Trindade dos Santos, fez a abertura oficial onde foi destacado a importância de debater e melhorar o sistema de adoção no Estado.
À noite tivemos um jantar com a participação de autoridades e integrantes dos Grupos de Estudos. O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Trindade dos Santos, fez a abertura oficial onde foi destacado a importância de debater e melhorar o sistema de adoção no Estado.
Na quarta-feira (31), houve a apresentação dos Grupos de Estudos e Apoio à Adoção de Santa Catarina, seguido de conferência sobre “Destituição do Poder Familiar: Responsabilidades e Consequências”.
Ainda pela manhã, tivemos a mesa redonda coordenada pela juíza Joana Ribeiro Zimmer, da Vara da Infância e Juventude de Piçarras, com moderação da juíza Ana Paula Amaro da Silveira, da Vara da Infância e Juventude de Gaspar.
Também ouvimos o tema “Preparação para Adoção: Histórias que se cruzam”, coordenada pela juíza Nayana Scherer, da Vara da Infância e da Juventude de Araquari.
Após a apresentação das conclusões das oficinas realizadas, houve o encerramento, com a escolha do local e data de realização do próximo encontro. Será em Balneário Camboriú, no mês de novembro de 2012.

..."A adoção tem se constituído em tema de muitos debates nos últimos anos. Há uma movimentação positiva de setores da sociedade que visam estabelecer uma nova cultura, uma nova forma de "viver" o processo adotivo. É um momento extremamente significativo mesmo porque são muitos os componentes que envolvem o tema, tanto no sentido psicológico quanto no social e jurídico"...
A presidente do GEAAFA, Marli Osaida participou deste Encontro, juntamente com outros membros da diretoria, representando a cidade de São José/SC.
"EU PRECISO SER A MUDANÇA QUE QUERO VER NESSE MUNDO" (GANDHI)
domingo, 28 de agosto de 2011
O GOSTOSO DESAFIO DE AMAMENTAR O FILHO ADOTADO
Isto mesmo que vocês estão pensando, uma mãe que acaba de adotar um recém-nascido pode tentar amamentá-lo, caso deseje, esteja disponível e tenha apoio de profissional de saúde capacitado na técnica de "lactação adotiva" ou de "indução ao aleitamento materno".
Mesmo sem o estímulo prévio dos hormônios da gestação, uma mulher pode chegar a produzir leite através do método para a reindução da lactação. Este processo exige grande motivação por parte da recém mãe e apoio profissional constante. Este esforço é amplamente recompensado ao oferecer à mãe adotiva a grata experiência de amamentar seu filho, não sendo mesmo difícil chegar ao aleitamento exclusivo.
Na mulher com a amamentação induzida, a mama não experimenta as transformações mamárias próprias da gestação, o que resulta um mamilo não pigmentado, mais sensível, podendo irritar-se facilmente. O ideal, então é que este mamilo e esta aréola sejam preparados com exercícios e banhos de sol. No caso da nova mãe haver amamentado antes, pode-se observar a presença de leite já nos primeiros 7 dias; se é sua primeira experiência, este aparece em geral durante a segunda semana, dependendo de quantas vezes o lactente é colocado ao seio para estimulá-lo. Nas mães adotivas a produção de leite segue aumentando ainda até o sexto mês. A maioria destas mulheres consegue amamentar seus filhos adotivos com seu leite pelo menos a metade das suas necessidades. Na lactação adotiva, o essencial para produzir leite, é o estímulo freqüente da mama, que pode aumentar com a ordenha manual ou pelo emprego de adequadas bombas elétricas de extração. O estímulo da sucção aumenta os níveis de Ocitocina e Prolactina na mulher e como efeito secundário podem ser observadas irregularidades ou ausência de menstruação, o que comprova que o processo está indo bem. Usamos alguns medicamentos que aumentam a prolactina como os antagonistas da Dopamina - Fator de Inibição da Prolactina. Também temos uma boa experiência com algumas substâncias homeopáticas.
A dificuldade deste processo não é a recuperação da produção de leite, senão conseguir que o lactente succione de uma mama sem leite. Com este objetivo pode-se gotejar leite sobre a região da aréola quando o lactente inicia a amamentação por meio de um conta-gotas. Outra possibilidade, melhor, é oferecer leite por meio de uma sonda que por um lado está conectada a um recipiente com leite e sua outra extremidade é introduzida na boca do lactente junto com o mamilo, de tal maneira que ao mamar, o lactente obtém leite da sonda e por sua vez desencadeia os reflexos de produção e ejeção do leite. Há suplementadores importados e caros no comércio, porém podem ser montados facilmente com um copo comum e uma sonda (oro ou naso gástrica) fina ou um finíssimo tubo de plástico.
Nestes casos devem-se controlar de forma periódica, as evacuações, diurese e o peso do lactente, para reduzir o suplemento de forma progressiva até suspendê-lo quando a mãe recupere sua produção de leite.
É fundamental que as mães adotivas aumentem sua ingestão calórica, já que elas não contam com a reserva de gordura que a puérpera geralmente apresenta, para cobrir os requerimentos energéticos da produção de leite.
Vale à pena tentar!
(matéria escrita pelo Dr. Marcus Renato de Carvalho do Rio de Janeiro, coordenador da Clínica Interdisciplina de Apoio à Amamentação)
GRATIDÃO
Escrito por: Renata Palombo
Muitas pessoas já olharam para os meus filhos e disseram:
"Que sorte a deles! O que seria da vida deles sem vocês? Onde estariam?"
Geralmente estas falas veem acompanhadas de admiração como se estivessem sugerindo que num "ato heróico" nós os salvamos de um futuro fadado ao fracasso.
Acho que é inevitável pensarem isso. Confesso que eu mesma já pensei nisso algumas vezes, mas na verdade, acreditar nisso seria pura PRETENÇÃO!
Seria acreditar que eu e meu marido somos as melhores e mais bem preparadas pessoas para ter filhos.
Seria acreditar que temos poder para transformar as piores possibilidades de futuro em sucesso absoluto.
Seria acreditar que pelo nosso "ato heróico" nossos filhos nos deverão gratidão eterna.
Todos sabemos que nada disso é verdade!
Somos falhos! Nada do que fizermos garantirá um futuro de sucesso absoluto! E meus filhos não nos devem gratidão!
É bem verdade que eu espero gratidão deles SIM! Seria hipócrita se dissesse que não espero! Mas que fique claro que isso é o que eu espero e não o que eles me devem. Isso não é uma dívida! Eu espero gratidão porque sou MÃE e mães esperam gratidão.
Alguma mãe não espera gratidão de seus filhos? Alguma mãe não sofre quando o filho fala que não pediu para nascer ou quando manifesta desejo de ir embora de casa só porque não pode assistir o que quer na TV? Alguma mãe não sente o coração doer quando numa forma infantil de protestar o filho fala que gosta mais da avó ou que preferia ser filho da mãe do amigo? Alguma mãe não sofre quando o filho reclama da comida, da roupa, da arrumação ou de qualquer outra coisas que tenha sido feita com todo carinho?
Eu também sofro com os "lapsos" de ingratidão deles. Odeio passar por esses momentos. Mas isso vem no pacote de SER MÃE e vamos descobrindo "as duras penas".
Será que alguém já olhou para minha família e pensou sobre o que seria da gente se não os tivessemos como filhos? Como seríamos? O que estaríamos fazendo?
Eu nao sei o que seria das nossas vidas se não nos tivéssemos. Talvez seríamos mais felizes, talvez não. Talvez teríamos menos amor, talvez mais. Talvez encontrassemos outras pessoas, talvez ficaríamos sozinhos para sempre. Quem vai saber qual seria o futuro de uma história que não aconteceu?
O fato é que ninguém DEVE nada a ninguém. Nós escolhemos este caminho.
Pensando bem, acho que há sim uma dívida de gratidão. É a GRATIDÃO a Deus por ter cruzado nossos caminhos.
Obrigada Senhor!!!
Muitas pessoas já olharam para os meus filhos e disseram:
"Que sorte a deles! O que seria da vida deles sem vocês? Onde estariam?"
Geralmente estas falas veem acompanhadas de admiração como se estivessem sugerindo que num "ato heróico" nós os salvamos de um futuro fadado ao fracasso.
Acho que é inevitável pensarem isso. Confesso que eu mesma já pensei nisso algumas vezes, mas na verdade, acreditar nisso seria pura PRETENÇÃO!
Seria acreditar que eu e meu marido somos as melhores e mais bem preparadas pessoas para ter filhos.
Seria acreditar que temos poder para transformar as piores possibilidades de futuro em sucesso absoluto.
Seria acreditar que pelo nosso "ato heróico" nossos filhos nos deverão gratidão eterna.
Todos sabemos que nada disso é verdade!
Somos falhos! Nada do que fizermos garantirá um futuro de sucesso absoluto! E meus filhos não nos devem gratidão!
É bem verdade que eu espero gratidão deles SIM! Seria hipócrita se dissesse que não espero! Mas que fique claro que isso é o que eu espero e não o que eles me devem. Isso não é uma dívida! Eu espero gratidão porque sou MÃE e mães esperam gratidão.
Alguma mãe não espera gratidão de seus filhos? Alguma mãe não sofre quando o filho fala que não pediu para nascer ou quando manifesta desejo de ir embora de casa só porque não pode assistir o que quer na TV? Alguma mãe não sente o coração doer quando numa forma infantil de protestar o filho fala que gosta mais da avó ou que preferia ser filho da mãe do amigo? Alguma mãe não sofre quando o filho reclama da comida, da roupa, da arrumação ou de qualquer outra coisas que tenha sido feita com todo carinho?
Eu também sofro com os "lapsos" de ingratidão deles. Odeio passar por esses momentos. Mas isso vem no pacote de SER MÃE e vamos descobrindo "as duras penas".
Será que alguém já olhou para minha família e pensou sobre o que seria da gente se não os tivessemos como filhos? Como seríamos? O que estaríamos fazendo?
Eu nao sei o que seria das nossas vidas se não nos tivéssemos. Talvez seríamos mais felizes, talvez não. Talvez teríamos menos amor, talvez mais. Talvez encontrassemos outras pessoas, talvez ficaríamos sozinhos para sempre. Quem vai saber qual seria o futuro de uma história que não aconteceu?
O fato é que ninguém DEVE nada a ninguém. Nós escolhemos este caminho.
Pensando bem, acho que há sim uma dívida de gratidão. É a GRATIDÃO a Deus por ter cruzado nossos caminhos.
Obrigada Senhor!!!
MATERNIDADE X MATERNAGEM
Gostaria de distinguir maternidade de maternagem.
Embora em grande parte das situações elas “andem” juntas e são indissociáveis, elas são coisas distintas. A maternidade é o processo biológico de tornar-se mãe. É caracterizada pelo laço sanguíneo que une mãe e filho. Já a maternagem não tem como suporte a condição biológica, e nem mesmo o gênero, mas está amparada no afeto e no profundo desejo de cuidar.
A maternidade é uma condição física, nem sempre uma opção, mas a MATERNAGEM É SEMPRE UMA ESCOLHA, mesmo que posterior, uma decisão de dedicação por amor.
Gerar, gestar e parir é maternidade. Cuidar, amar, proteger, doar, ensinar é maternagem. Maternidade é instinto, Maternagem é aprendizado.
A maternagem é o útero das relações humanas.
É possível ser MÃE sem a maternidade, mas não é possível ser MÃE sem a maternagem. No nascimento biológico ocorre a separação física entre a mãe e o bebê, porém somente a ligação afetiva, íntima entre os dois é o que legitimará (de fato) a filiação para toda a vida. (Por Renata Palombo)
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
GEAAFA agora tem site!!!
Finalmente estamos lançando o nosso site!!! Mais uma importante etapa na construção deste grupo tão importante para a sociedade.
Acesse www.geaafa.org.br
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sábado, 20 de agosto de 2011
FILHO IDEAL X FILHO POSSÍVEL
Reclamamos tantos dos preconceitos sociais ou quando sofremos com o preconceito de outras pessoas, mas não pensamos que temos as nossas velhas e ultrapassadas convicções, que caducaram há muitos anos. Quando falamos de relacionamento humano, pensamos logo em relações delicadas, cheias de complexidades.
O relacionamento de pais e filhos, sejam eles biológicos ou adotivos, são cheios de significados, dificuldades, sensações e entraves emocionais, relacionamentos que também são recheados de muito amor e mágoa. Mas algumas pessoas insistem em levar adiante discursos preconceituosos, egoístas e levianos em relação a adoção por ter conhecido um ou dois casos de famíllias adotivas que estavam tendo conflitos e muitas vezes conflitos que acontecem em qualquer família, mas insistem em colocar a responsabilidade do problema na adoção, ou pior ainda, no filho adotivo, como se a resposta do conflito fosse tão simplista, estivesse focada numa pessoa ou num só aspecto.
Por falta de estudos na área e conhecimento, as pessoas tendem a generalizar. Acaba sendo mais fácil verbalizar e perpetuar o que é negativo, ao invés, de falar dos aspectos positivos ou se abrir para conhecer histórias bem suscedidas. (...)
Ao adotarmos, estamos acolhendo um ser humano, já composto por uma complexa dinâmica psíquica, independente da idade. Quem garante aos adotantes que aquele recém-nascido será uma criança brilhante, otimista, criativa, bem socializada? Nem os pais biológicos têm essa garantia com seus filhos. O bebê já traz memórias desde o últero materno. E quem é que nunca conheceu uma criança que, por maior as dificuldades enfrentadas por ela, era uma criança alegre, carinhosa, receptiva, espirituosa e otimista, capaz de enxergar as melhores nuances de uma situação difícil? Eu já conheci muitas, principalmente em abrigos. (...)
Todos nós influenciamos e somos influenciados a todo instante pelo meio, não importa a idade que temos, isso só irá depender do amor que sentimos, da identificação, do desejo de mudar e não da força ou do controle do outro, que acha que ser deste ou daquele modo é mais correto.
Vejo que a criança, em qualquer estágio de vida, quando é adotada, passa a desejar ser como os novos pais. Às vezes o processo é lento, mas se o amor existe, a família torna-se muito coesa e harmoniosa e a criança adotiva passa a parecer até fisicamente com os novos pais com o passar do tempo.
Lembrem-se, os laços de sangue não são os mais fortes, se fossem não existiriam filhos biológicos abandonados. Tenho certeza que poderemos construir lanços afetivos parentais com qualquer criança, só basta sentir empatia e o desejo de estarmos receptivos ao que ela tem para nos oferecer e isso passa longe de ter a ver com cor, sexo ou idade.(...)
Não é verdade que uma criança com uma faz etária maior, causa mais problemas ou se adapta mais dificilmente quando é adotada. Essas crenças são fantasias nascidas dos preconceitos. Caracteriza-se um dos maiores mitos na adoção. Se fosse assim, crianças que viveram em situação de risco, abandono ou cresceram em abrigos não mereceriam ter uma família? São crianças problemáticas? Menos merecedoras de afeto por terem traumas?
Elas, como todas as outras menores, merecem uma família, são capazes de mudar. E o fato de terem traumas, como todos nós, não as deixam inaptas a estabelecer com sucesso uma relação afetiva verdadeira, baseadas no respeito e no amor. (por Cintia Liana)
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